O Evangelho de Marcos – Capítulo 4

O Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta, traduzido para o português.

Palavras entre colchetes [ ] não ocorrem no texto aramaico, sendo acrescentadas na tradução para facilitar a leitura.

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Abaixo, um vídeo com a pronúncia do texto aramaico:

Capítulo 4

1 Então, novamente começava a ensinar ao lado do mar. E foram reunidas até ele muitas multidões, de modo que embarcou [e] sentou em um barco no mar. E toda a multidão ficava em terra ao lado do mar. 2 E ensinava-os muito com parábolas, e dizia em seu ensinamento: 3 Ouçam: Eis que saiu o semeador para semear. 4 E quando semeou: há o que caiu ao lado da estrada, e veio o pássaro e o comeu. 5 Mas outro caiu sobre rocha, onde não havia muita terra, e naquela hora brotou, pois não havia profundidade de terra. 6 Então, quando o sol subiu, aqueceu, e por que não tinha raiz, secou. 7 E outro caiu entre espinhos, e subiram os espinhos e sufocaram-no, e frutos não deu. 8 Mas outro caiu sobre terra boa, e subiu e cresceu e deu frutos. Há o de trinta, e há o de sessenta e há o de cem. 9 E dizia: quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 10 Então, quando ficaram sós, perguntaram-lhe, aqueles que [estavam] com ele junto com os doze dele, [sobre] aquela parábola. 11 E disse para eles Jesus: para vocês é dado saber o mistério do reino de Deus, mas para os de fora, tudo é [dito] em parábolas. 12 Assim, enquanto veem, verão e não verão, e enquanto ouvem, ouvirão e não entenderão, para não serem convertidos e lhes perdoados os seus pecados. 13 E disse-lhes: vocês não entendem esta parábola? E como entenderão todas as parábolas?

14 O semeador que semeou, a palavra semeou. 15 Mas estes ao lado da estrada: são estes em quem foi semeada a palavra. E depois que ouviram, logo veio Satanás e levou a palavra que foi semeada no coração deles. 16 E aqueles que sobre rocha foram semeados: Estes são os que, após ouvirem a palavra, logo, com alegria, a aceitaram. 17 E eles não têm raiz em si mesmos, mas são por um tempo. E quando ocorre a tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se ofendem. 18 E aqueles que entre espinhos foram semeados, estes são os que ouviram a palavra 19 E o pensamento  deste mundo e a decepção da riqueza e além de outras paixões, entram, sufocam a palavra, e sem fruto fica. 20 E aqueles que em terra boa foram semeados, estes são os que ouviram a palavra e aceitaram, e deram frutos por trinta e por sessenta e por cem.

21 E disse para eles: Por acaso vem a lâmpada para em baixo de um alqueire ser colocada, ou em baixo da cama? Não é para sobre o candelabro ser colocada? 22 Pois não há algo que está escondido, que não será revelado. E nada há em segredo e não revelado. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!

24 Cuidem o que vocês estão ouvindo: com aquela medida que vocês estão medindo, é medido para vocês, e é adicionado para vocês, por aqueles que ouvem. 25 Pois quem tem, ser-lhe-á dado, e quem não tem, também aquilo que tem ser-lhe-á levado. 26 E dizia: Assim é o Reino de Deus: como um homem que lança a semente na terra, 27 e vai dormir, e levanta de noite e de dia, e a semente cresce e alonga enquanto ele não percebe. 28 Pois a terra faz vir o fruto; e antes a planta, e depois dela a espiga. Então, finalmente, o trigo pronto na espiga. 29 Então, quando amadurece o fruto, logo vem a foice, pois chegou a colheita.

30 E disse: a que vamos comparar o Reino de Deus? E com qual parábola vamos compará-lo? 31 É como um grão de mostarda: quando este é plantado na terra, é a menor de todas as sementes da Terra. 32 E quando é plantada, sobe e é a maior de todas as ervas, e cria grandes ramos, de modo que a ave consegue aninhar-se em sua sombra.

33 Com parábolas como esta, falava com eles Jesus. Parábolas tais que conseguiam entender. 34 E sem parábolas não falava com eles. Mas para os discípulos dele, em particular, explicava todas as coisas. 35 E disse para eles neste dia, de tarde: vamos cruzar para a [outra] margem. 36 E deixaram a multidão, e conduziram-no enquanto estava no barco. E outros barcos estavam com eles. 37 E houve grande tempestade e vento, e ondas estavam caindo no barco, e estava quase cheio. 38 Mas ele, Jesus, estava dormindo sobre um travesseiro na extremidade do barco. E vieram acordá-lo e disseram-lhe: Raban, não te preocupas que nós perecemos? 39 E [ele] levantou e repreendeu o vento e disse para o mar: Pare! Cala-te! E o vento aquietou, e houve grande calmaria. 40 E disse para eles: Por que estão assim temerosos? E por que não há fé em vocês? 41 E temeram com grande temor, e diziam um ao outro: quem é este, que o vento e o mar o obedecem?

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O Evangelho de Marcos – Capítulo 3

O Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta, traduzido para o português.

Palavras entre colchetes [ ] não ocorrem no texto aramaico, sendo acrescentadas na tradução para facilitar a leitura.

A partir deste capítulo, usarei os nomes das pessoas traduzidos para o português.

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Abaixo, um vídeo com a pronúncia do texto aramaico:

Capítulo 3

1 E entrou novamente Jesus na Sinagoga, e havia lá um homem de mão mirrada. 2 E estavam observando-o, pois se o curasse no Sabbath, acusariam-no. 3 E disse para aquele homem de mão mirrada: fica no meio. 4 Mas disse também para eles: é lícito no Sabbath fazer o bem ou o mal? Uma vida salvar[1] ou destruir? Mas eles estavam silenciosos. 5 E olhou neles com indignação, sendo triste para ele pela dureza do coração deles. E disse para aquele homem: estende a tua mão. E [ele] estendeu, e foi restaurada a sua mão.

6 E saíram os fariseus naquela hora com os da casa de Herodes, e tomaram conselho contra ele, como destruí-lo. E Jesus, junto com os seus discípulos, foi até o mar. E muitas pessoas da Galiléia tinham seguido-o; e da Judéia, 8 e de Jerusalém, e de Edom, e de além do Jordão, e de Tiro e de Sidom. Muitas multidões que tinham ouvido o que [ele] fez vieram até ele. 9 E disse aos seus discípulos que lhe trouxessem um barco, por causa da multidão, para que não o empurrassem. 10 Pois havia curado muitos, até que estivessem caindo sobre ele, para tocá-lo. 11 E aqueles que tinham aflições[2] de espíritos impuros, quando o viram, tinham caído, e clamavam e diziam: tu és o Filho de Deus[3]. 12 E advertia-os muito para que não o revelassem.

13 E subiu uma montanha e chamou aqueles que desejou, e vieram até ele. 14 E escolheu doze para estarem com ele e para enviá-los para pregar, 15 e para serem autoridades para curarem doentes e expulsarem demônios. 16 E chamou a Simão o nome Kipa[4]. 17 E a Tiago filho de Zebedeu, e a João irmão de Tiago, colocou neles o nome Bnai Raghsh, que é Filhos do Trovão[5]. 18 E André, e Felipe, e Bartolomeu, e Mateus, e Tomé, e Tiago filho de Alfeu, e Tadeu, e Simão o Cananeu 19 e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. E vieram para uma casa. 20 E foram reunidas multidões novamente, de modo que não conseguiam comer pão. 21 E os parentes dele ouviram, e saíram para prendê-lo, pois estavam dizendo: enlouqueceu[6].

22 E aqueles escribas que desceram de Jerusalém estavam dizendo: Belzebu está nele, e pelo chefe dos demônios expulsa demônios. 23 E chamou-os Jesus e com parábolas disse para eles: Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Pois se um reino for dividido contra si mesmo, não pode resistir este reino. 25 E se uma casa for dividida contra si mesma, não pode resistir esta casa. 26 E se aquele que é Satanás levantar contra si mesmo e for dividido, não pode resistir, mas é o seu fim. 27 Ninguém pode entrar na casa de um forte e pegar os bens dele; somente se, primeiro, amarrar o forte, e então, roubar a casa dele. 28 Amém eu digo para vocês, que todos os pecados e blasfêmias que os filhos dos homens blasfemarem, serão perdoados a eles. 29 Mas quem blasfemar contra o Espírito da Santidade: para ele não há, eternamente, perdão. Mas é culpado para o juízo que é eterno. 30 Pois estavam dizendo: há nele espírito impuro.

31 E vieram a mãe dele e os irmãos dele, ficando [do lado de] fora [da casa]. E enviaram quem chamassem-no para eles. 32 Mas uma multidão estava sentada em torno dele. E disseram para ele: eis [que] tua mãe e teus irmãos, [lá] fora, perguntam por ti. 33 E respondeu e disse para eles: quem é minha mãe e quem são meus irmãos? 34 E olhou aqueles que sentavam com ele e disse: Eis a minha mãe, e eis os meus irmãos. 35 Pois quem fizer a vontade de Deus é meu irmão e minha irmã e minha mãe.


[1] ou: manter vivo.

[2] ou: feridas, pragas.

[3] versos 10 e 11: a concordância verbal e nominal nestes versos são um pouco confusas.

[4] kipa significa pedra, que em grego é petros. Daí vem o nome Pedro em português.

[5] bnai rama.

[6] literalmente: saiu de sua razão.

O Evangelho de Marcos – Capítulo 2

O Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta, traduzido para o português.

Palavras entre colchetes [ ] não ocorrem no texto aramaico, sendo acrescentadas na tradução para facilitar a leitura.

Nomes de pessoas que ocorrem apenas no Novo Testamento foram escritos como se pronunciam de acordo com o texto aramaico utilizado

A palavra MRYA ( ܡܪܝܐ – Maryá), é um título especial utilizado no lugar do tetragrama YHWH,  e foi traduzido como SENHOR (em maiúsculas).

Para mais detalhes e os demais capítulos desta tradução, clique aqui.

Marcos 2: 1-12

Capítulo 2

1 E entrou novamente Yeshua em Cafarnaum após alguns dias. E quando ouviram que ele estava na casa, 2 muitos foram reunidos, de modo que [a casa] não conseguiu contê-los, mesmo ante a porta. E ele falava com eles a Palavra. 3 E vieram até ele, e fizeram vir a ele um paralítico, sendo carregado para ele entre quatro. 4 E por não conseguirem chegar até ele por causa da multidão, subiram no telhado e ergueram a cobertura do lugar em que estava Yeshua, e baixaram a cama na qual estava deitado o paralítico. 5 Mas quando Yeshua viu a fé deles, disse para aquele paralítico: meu filho, teus pecados te são perdoados. 6 Mas estavam ali alguns escribas e fariseus, que sentaram e estavam pensando no coração deles: 7 por que este [está] falando blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão um, Deus? 8 Mas Yeshua sabia em seu espírito que estas [coisas] eles pensavam entre si1. E disse-lhes: por que vocês pensam estas [coisas] no coração de vocês? 9 O que é mais fácil dizer ao paralítico: os teus pecados te são perdoados; ou dizer: levanta, pega a tua cama e anda? 10 Mas para que saibam que é lícito o Filho do Homem perdoar pecados na Terra – disse ao paralítico – 11 para ti eu digo: levanta, pega a tua cama e vai para tua casa. 12 E ele levantou na mesma hora e pegou a sua cama e partiu à vista de todos eles, de modo que todos eles ficaram maravilhados. E louvavam a Deus enquanto diziam que: nunca antes vimos tal.

13 E saiu novamente até o mar, e toda a multidão estava vindo até ele, e ele os ensinava. 14 E quando avançou, viu Lewi filho de Khalpai, que sentava na alfândega2, e disse para ele: vem após mim. E ele levantou [e] foi após ele. 15 E foi que, quando [estava] sentado na casa dele3, muitos publicanos e pecadores estavam sentados com Yeshua e os discípulos dele. Havia, pois, muitos, e vinham após ele. 16 E os escribas e fariseus, quando viram-no comer com publicanos e pecadores, disseram aos discípulos dele: por que ele, com publicanos e pecadores, come e bebe? 17 Quando ouviu, mas , Yeshua, disse-lhes: os saudáveis não têm necessidade de médico, mas aqueles que estão gravemente afligidos. Não vim para chamar os justos, mas os pecadores. 18 Mas os discípulos de Yokhanan e dos fariseus estavam jejuando, e disseram-lhe: Por que os discípulos de Yokhanan e dos fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam? 19 Disse para eles Yeshua: Por que? Podem os filhos da câmara4, enquanto o noivo está com eles, jejuarem? Não! 20 Mas virão os dias em que será tirado o noivo deles. Então jejuarão neste dia. 21 Ninguém coloca pano novo e costura sobre roupa velha, para que não tire a força, este [pano] novo, do velho, e fique o rasgo maior. 22 E ninguém coloca vinho novo em odres velhos, para que o vinho não rasgue os odres e os odres estraguem e o vinho entorne; mas eles colocam vinho novo em odres novos.

23 E foi que, enquanto ia Yeshua, no Sabbath, entre as searas, os discípulos dele caminhavam e colhiam espigas. 24 E disseram-lhe os fariseus: vê o que fazem no Sabbath? Algo que não é lícito! 25 Disse-lhes Yeshua: nunca leram o que fez David quando necessitou e teve fome, ele e os que [estavam] com ele? 26 Como entrou na casa de Deus quando Abiatar era sumo sacerdote, e o pão da mesa do SENHOR ele comeu, este pão que não é lícito comer, mas senão aos sacerdotes, e deu também para aqueles que com ele estavam? 27 E disse-lhes que: o Sabbath foi criado por causa do homem, e não foi o homem [criado] por causa do Sabbath. 27 O Filho do Homem, portanto, também é senhor do Sabbath.

1 Lit. entre eles mesmos.

2 Lit. casa do imposto.

3 De Lewi.

4 filhos da câmara: expressão idiomática para convidados da festa de casamento. A câmara é uma referência ao quarto nupcial.

O Evangelho de Marcos – Introdução

O Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta, traduzido para o português.

Introdução

Apresento aqui, a minha tradução para a língua portuguesa do Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta. Falo em “minha tradução”, quando na verdade eu deveria talvez dizer “ediçao” ou “compilação” de outras traduções já existentes. Pois, não sendo fluente nem conhecedor profundo desta língua tão antiga, recorri muitas vezes ao trabalho de outros. Falo das traduções feitas para a língua inglesa, que mencionarei mais adiante.

Mas um pouco de “meu” também existe neste trabalho. Pois cada tradutor que consultei tem seu próprio estilo de escrita, e também utilizou uma fonte diferente para a sua tradução (mesmo que os manuscritos e edições do texto aramaico sejam bastante semelhantes, pequenas diferenças sempre existem). Assim, traduzi palavra por palavra e, então, sentença por sentença, o texto aramaico original, sempre utilizando e comparando com as traduções existentes, para produzir um texto final, em português, o mais uniforme e coerente e o mais próximo possível do texto aramaico que eu utilizei.

Apesar de procurar fazer uma tradução o mais literal possível, nem sempre isso foi possível (ou mesmo desejável), pois teríamos algumas vezes um texto pouco compreensível. Considere, por exemplo, determinadas palavras que, em português, são gramaticalmente masculinas mas que em aramaico são gramaticalmente femininas, e vice-versa.

O texto aramaico que utilizei é o da Peshitta Oriental, na edição da American Bible Society, Nova York. Esta é a Peshitta utilizada pela Igreja Assíria do Oriente.

Para a tradução, utilizei como base principalmente a Peshitta Aramaic/English Interlinear New Testament, de Paul Younan. Foram consultadas também as traduções de Etheridge e Murdock. Também achei interessante consultar os comentários de escritores arameus antigos sobre os Evangelhos, como Bar Hebreus, Ishodad de Merv e Bar Salibi. Ferramentas indispensáveis são as gramáticas, dicionários e léxicos, estes últimos facilmente acessíveis através do site Dukhrana.

Palavras entre colchetes [ ] não ocorrem no texto aramaico, sendo acrescentadas na tradução para facilitar a leitura.

Nomes de pessoas que ocorrem apenas no Novo Testamento foram escritos como se pronunciam de acordo com o texto aramaico utilizado

A palavra MRYA ( ܡܪܝܐ – Maryá), é um título especial utilizado no lugar do tetragrama YHWH,  e traduzi como SENHOR (em maiúsculas).

Esta tradução está em andamento  e não é definitiva, os capítulos serão adicionados a medida que ficarem prontos e correções serão feitas sempre que necessário. Ressalto ainda que este trabalho é parte de um projeto maior, no qual estou coletando comentários em aramaico dos pais da Igreja sobre o Evangelho de Marcos, e que pretendo organizar na forma de uma Catena Patrum.

Este é um trabalho pessoal, sem relação com nenhuma Igreja, Instituição Religiosa, Universidade, etc. A tradução não foi verificada por ninguém a não ser pelo próprio autor, e é provável que contenha erros. Os leitores são encorajados a verificar este trabalho por si mesmos, utilizando, por exemplo, as fontes mencionada anteriormente.

Para ler a tradução, juntamente com o texto aramaico, clique aqui.

O Evangelho de Marcos – Capítulo 1

O Evangelho de Marcos em aramaico, na versão Peshitta, traduzido para o português.

Palavras entre colchetes [ ] não ocorrem no texto aramaico, sendo acrescentadas na tradução para facilitar a leitura.

Nomes de pessoas que ocorrem apenas no Novo Testamento foram escritos como se pronunciam de acordo com o texto aramaico utilizado

A palavra MRYA ( ܡܪܝܐ – Maryá), é um título especial utilizado no lugar do tetragrama YHWH,  e foi traduzido como SENHOR (em maiúsculas).

Para mais detalhes e os demais capítulos desta tradução, clique aqui.

Capítulo 1

ܪܫܐ ܕܐܘܢܓܠܝܘܢ ܕܝܫܘܥ ܡܫܝܚܐ ܒܪܗ ܕܐܠܗܐ ܀ 2 ܐܝܟ ܕܟܬܝܒ ܒܐܫܥܝܐ ܢܒܝܐ ܕܗܐ ܡܫܕܪ ܐܢܐ ܡܠܐܟܝ ܩܕܡ ܦܪܨܘܦܟ ܕܢܬܩܢ ܐܘܪܚܟ ܀ 3 ܩܠܐ ܕܩܪܐ ܒܡܕܒܪܐ ܛܝܒܘ ܐܘܪܚܗ ܕܡܪܝܐ ܘܐܫܘܘ ܫܒܝܠܘܗܝ ܀ 4 ܗܘܐ ܝܘܚܢܢ ܒܡܕܒܪܐ ܡܥܡܕ ܘܡܟܪܙ ܡܥܡܘܕܝܬܐ ܕܬܝܒܘܬܐ ܠܫܘܒܩܢܐ ܕܚܛܗܐ ܀ 5 ܘܢܦܩܐ ܗܘܬ ܠܘܬܗ ܟܠܗ ܟܘܪ ܕܝܗܘܕ ܘܟܠܗܘܢ ܒܢܝ ܐܘܪܫܠܡ ܘܡܥܡܕ ܗܘܐ ܠܗܘܢ ܒܝܘܪܕܢܢ ܢܗܪܐ ܟܕ ܡܘܕܝܢ ܒܚܛܗܝܗܘܢ ܀

1 O início do Evangelho de Yeshua o Messias, o filho de Deus. 2 Como está escrito em Isaías o profeta: Eis que estou enviando o meu mensageiro ante a tua face, o qual irá preparar o teu caminho. 3 A voz que clama no deserto: Preparem o caminho do SENHOR, e endireitem suas estradas. 4 Yokhanan estava no deserto, batizando e pregando o batismo do arrependimento para o perdão dos pecados. 5 E saía até ele toda a região da Judéia e todos os filhos de Jerusalém, e ele batizava-os no Jordão o rio, enquanto confessavam os seus pecados.

ܗܘ ܕܝܢ ܝܘܚܢܢ ܠܒܝܫ ܗܘܐ ܠܒܘܫܐ ܕܤܥܪܐ ܕܓܡܠܐ ܘܐܤܝܪ ܗܘܐ ܥܪܩܬܐ ܕܡܫܟܐ ܒܚܨܘܗܝ ܘܡܐܟܘܠܬܗ ܐܝܬܝܗ ܗܘܬ ܩܡܨܐ ܘܕܒܫܐ ܕܒܪܐ ܀ 7 ܘܡܟܪܙ ܗܘܐ ܘܐܡܪ ܗܐ ܐܬܐ ܒܬܪܝ ܕܚܝܠܬܢ ܡܢܝ ܗܘ ܕܠܐ ܫܘܐ ܐܢܐ ܕܐܬܓܗܢ ܐܫܪܐ ܥܪܩܐ ܕܡܤܢܘܗܝ ܀ 8 ܐܢܐ ܐܥܡܕܬܟܘܢ ܒܡܝܐ ܗܘ ܕܝܢ ܢܥܡܕܟܘܢ ܒܪܘܚܐ ܕܩܘܕܫܐ ܀

6 Mas ele, Yokhanan, estava vestido [com] uma roupa de pêlo de camelos e cingido [com] um cinto de couro em sua cintura, e sua comida era ‘qamtsa* e mel do campo. 7 E ele estava pregando, e disse: Eis que vem após mim alguém mais poderoso do que eu; ele, de quem não sou digno de, inclinando-me, desatar as tiras de suas sandálias. 8 Eu os batizei em águas**; ele, mas, irá batizá-los no Espírito da Santidade.

* ‘qamtsa‘ pode ser tanto gafanhoto como pastinaca (cheruvia), que é um tipo de raíz (ver dicionário Payne Smith e Bar Bahlul). Não está claro a qual o texto se refere.
** Em aramaico, a palavra água (maia) é sempre plural.

ܘܗܘܐ ܒܝܘܡܬܐ ܗܢܘܢ ܐܬܐ ܝܫܘܥ ܡܢ ܢܨܪܬ ܕܓܠܝܠܐ ܘܐܬܥܡܕ ܒܝܘܪܕܢܢ ܡܢ ܝܘܚܢܢ ܀ 10 ܘܡܚܕܐ ܕܤܠܩ ܡܢ ܡܝܐ ܚܙܐ ܕܐܤܬܕܩܘ ܫܡܝܐ ܘܪܘܚܐ ܐܝܟ ܝܘܢܐ ܕܢܚܬܬ ܥܠܘܗܝ ܀ 11 ܘܩܠܐ ܗܘܐ ܡܢ ܫܡܝܐ ܐܢܬ ܗܘ ܒܪܝ ܚܒܝܒܐ ܒܟ ܐܨܛܒܝܬ ܀ 12 ܘܡܚܕܐ ܐܦܩܬܗ ܪܘܚܐ ܠܡܕܒܪܐ ܀ 13 ܘܗܘܐ ܬܡܢ ܒܡܕܒܪܐ ܝܘܡܬܐ ܐܪܒܥܝܢ ܟܕ ܡܬܢܤܐ ܡܢ ܤܛܢܐ ܘܐܝܬܘܗܝ ܗܘܐ ܥܡ ܚܝܘܬܐ ܘܡܫܡܫܝܢ ܗܘܘ ܠܗ ܡܠܐܟܐ ܀

9 E foi nos dias aqueles: veio Yeshua de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado no Jordão por Yokhanan. 10 E logo que levantou das águas, viu que os céus* foram abertos, e o espírito, como uma pomba, que desceu sobre ele. 11 E uma voz era dos céus: tu és meu filho amado, contigo estou satisfeito. 12 E imediatamente, o espírito levou-o para o deserto. 13 E esteve lá, no deserto, quarenta dias, enquanto era tentado por Satanás. E  estava com as bestas, e os anjos serviam-no.

* Em aramaico, a palavra céu (shmaia) é sempre plural.

ܒܬܪ ܕܐܫܬܠܡ ܕܝܢ ܝܘܚܢܢ ܐܬܐ ܠܗ ܝܫܘܥ ܠܓܠܝܠܐ ܘܡܟܪܙ ܗܘܐ ܤܒܪܬܐ ܕܡܠܟܘܬܗ ܕܐܠܗܐ ܀ 15 ܘܐܡܪ ܫܠܡ ܠܗ ܙܒܢܐ ܘܡܛܬ ܡܠܟܘܬܐ ܕܐܠܗܐ ܬܘܒܘ ܘܗܝܡܢܘ ܒܤܒܪܬܐ ܀ 16 ܘܟܕ ܡܗܠܟ ܚܕܪܝ ܝܡܐ ܕܓܠܝܠܐ ܚܙܐ ܠܫܡܥܘܢ ܘܠܐܢܕܪܐܘܤ ܐܚܘܗܝ ܕܪܡܝܢ ܡܨܝܕܬܐ ܒܝܡܐ ܐܝܬܝܗܘܢ ܗܘܘ ܓܝܪ ܨܝܕܐ ܀ 17 ܘܐܡܪ ܠܗܘܢ ܝܫܘܥ ܬܘ ܒܬܪܝ ܘܐܥܒܕܟܘܢ ܨܝܕܐ ܕܒܢܝܢܫܐ ܀ 18 ܘܡܚܕܐ ܫܒܩܘ ܡܨܝܕܬܗܘܢ ܘܐܙܠܘ ܒܬܪܗ ܀ 19 ܘܟܕ ܥܒܪ ܩܠܝܠ ܚܙܐ ܠܝܥܩܘܒ ܒܪ ܙܒܕܝ ܘܠܝܘܚܢܢ ܐܚܘܗܝ ܘܐܦ ܠܗܘܢ ܒܤܦܝܢܬܐ ܕܡܬܩܢܝܢ ܡܨܝܕܬܗܘܢ ܀ 20 ܘܩܪܐ ܐܢܘܢ ܘܡܚܕܐ ܫܒܩܘ ܠܙܒܕܝ ܐܒܘܗܘܢ ܥܡ ܐܓܝܪܐ ܘܐܙܠܘ ܒܬܪܗ ܀ 21 ܘܟܕ ܥܠܘ ܠܟܦܪܢܚܘܡ ܡܚܕܐ ܡܠܦ ܗܘܐ ܒܫܒܐ ܒܟܢܘܫܬܗܘܢ ܀ 22 ܘܬܡܝܗܝܢ ܗܘܘ ܒܝܘܠܦܢܗ ܡܠܦ ܗܘܐ ܠܗܘܢ ܓܝܪ ܐܝܟ ܡܫܠܛܐ ܘܠܐ ܐܝܟ ܤܦܪܝܗܘܢ ܀

14 Então, após Yokhanan ter sido preso, veio Yeshua para a Galiléia. E estava pregando a Mensagem do Reino de Deus 15 e disse: terminou o tempo, e chegou o Reino de Deus. Arrependam[-se], e acreditem na Mensagem. 16 E enquanto percorria os entornos do mar da Galiléia, viu Shimon e Andraos, seu irmão, que colocavam redes no mar: eles eram, pois, pescadores. 17 E disse para eles Yeshua: venham após mim, e eu os farei pescadores dos filhos dos homens. 18 E imediatamente eles largaram as suas redes e foram após ele. 19 E quando ele avançou um pouco, viu Yaqov, filho de Zavdai, e Yokhanan seu irmão; e também eles [estavam] em um barco, no qual consertavam as suas redes. 20 E chamou-os, e imediatamente eles deixaram Zavdai seu pai com os contratados* e foram após ele. 21 E quando entraram em Cafarnaum, ele logo ensinou em suas assembléias nos Sabbaths. 22 E ficaram maravilhados com o seu ensinamento: ele os ensinava, pois, como uma autoridade, e não como seus escribas.

* ou seja: empregados.

ܘܐܝܬ ܗܘܐ ܒܟܢܘܫܬܗܘܢ ܓܒܪܐ ܕܐܝܬ ܗܘܐ ܒܗ ܪܘܚܐ ܛܡܐܬܐ ܘܩܥܐ ܀ 24 ܘܐܡܪ ܡܐ ܠܢ ܘܠܟ ܝܫܘܥ ܢܨܪܝܐ ܐܬܝܬ ܠܡܘܒܕܘܬܢ ܝܕܥ ܐܢܐ ܠܟ ܡܢ ܐܢܬ ܩܕܝܫܗ ܕܐܠܗܐ ܀ 25 ܘܟܐܐ ܒܗ ܝܫܘܥ ܘܐܡܪ ܤܟܘܪ ܦܘܡܟ ܘܦܘܩ ܡܢܗ ܀ 26 ܘܫܕܬܗ ܪܘܚܐ ܛܢܦܬܐ ܘܩܥܬ ܒܩܠܐ ܪܡܐ ܘܢܦܩܬ ܡܢܗ ܀ 27 ܘܐܬܕܡܪܘ ܟܠܗܘܢ ܘܒܥܝܢ ܗܘܘ ܚܕ ܥܡ ܚܕ ܘܐܡܪܝܢ ܕܡܢܐ ܗܝ ܗܕܐ ܘܡܢܐ ܗܘ ܗܢܐ ܝܘܠܦܢܐ ܚܕܬܐ ܕܒܫܘܠܛܢܐ ܘܐܦ ܠܪܘܚܐ ܛܢܦܬܐ ܦܩܕ ܘܡܫܬܡܥܢ ܠܗ ܀

23 E havia na assembléia deles um homem no qual havia um espírito impuro, e ele chamou 24 e disse: O que é para nós e para ti1, Yeshua Natsraya*? Vieste para nos destruir? Eu conheço você, quem tu és: o Santo de Deus. 25 E repreendeu-o Yeshua, e disse: cala a tua boca, e sai dele. 26 E derrubou-o o espírito impuro e clamou em voz alta, e saiu dele. 27 E todos eles ficaram maravilhados, e perguntaram um com o outro e disseram: O que é isto? E o que é este novo ensinamento, que com autoridade até mesmo os espíritos impuros ele comanda, e eles obedecem-no?

* Nazareno, de Nazaré.

ܘܡܚܕܐ ܢܦܩ ܛܒܗ ܒܟܠܗ ܐܬܪܐ ܕܓܠܝܠܐ ܀ 29 ܘܢܦܩܘ ܡܢ ܟܢܘܫܬܐ ܘܐܬܘ ܠܒܝܬܗ ܕܫܡܥܘܢ ܘܕܐܢܕܪܐܘܤ ܥܡ ܝܥܩܘܒ ܘܝܘܚܢܢ ܀ 30 ܘܚܡܬܗ ܕܫܡܥܘܢ ܪܡܝܐ ܗܘܬ ܒܐܫܬܐ ܘܐܡܪܘ ܠܗ ܥܠܝܗ ܀ 31 ܘܩܪܒ ܐܚܕܗ ܒܐܝܕܗ ܘܐܩܝܡܗ ܘܡܚܕܐ ܫܒܩܬܗ ܐܫܬܐ ܘܡܫܡܫܐ ܗܘܬ ܠܗܘܢ ܀ 32 ܒܪܡܫܐ ܕܝܢ ܒܡܥܪܒܝ ܫܡܫܐ ܐܝܬܝܘ ܠܘܬܗ ܟܠܗܘܢ ܐܝܠܝܢ ܕܒܝܫܐܝܬ ܥܒܝܕܝܢ ܘܕܝܘܢܐ ܀ 33 ܘܡܕܝܢܬܐ ܟܠܗ ܟܢܝܫܐ ܗܘܬ ܥܠ ܬܪܥܐ ܀ 34 ܘܐܤܝ ܠܤܓܝܐܐ ܕܒܝܫܐܝܬ ܥܒܝܕܝܢ ܗܘܘ ܒܟܘܪܗܢܐ ܡܫܚܠܦܐ ܘܕܝܘܐ ܤܓܝܐܐ ܐܦܩ ܘܠܐ ܫܒܩ ܗܘܐ ܠܗܘܢ ܠܕܝܘܐ ܕܢܡܠܠܘܢ ܡܛܠ ܕܝܕܥܝܢ ܗܘܘ ܠܗ ܀ 35 ܘܒܨܦܪܐ ܩܕܡ ܩܡ ܛܒ ܘܐܙܠ ܠܐܬܪܐ ܚܘܪܒܐ ܘܬܡܢ ܡܨܠܐ ܗܘܐ ܀ 36 ܘܒܥܝܢ ܗܘܘ ܠܗ ܫܡܥܘܢ ܘܕܥܡܗ ܀ 37 ܘܟܕ ܐܫܟܚܘܗܝ ܐܡܪܝܢ ܠܗ ܟܠܗܘܢ ܐܢܫܐ ܒܥܝܢ ܠܟ ܀ 38 ܐܡܪ ܠܗܘܢ ܗܠܟܘ ܠܩܘܪܝܐ ܘܠܡܕܝܢܬܐ ܕܩܪܝܒܢ ܕܐܦ ܬܡܢ ܐܟܪܙ ܠܗܕܐ ܓܝܪ ܐܬܝܬ ܀ 39 ܘܡܟܪܙ ܗܘܐ ܒܟܠܗܝܢ ܟܢܘܫܬܗܘܢ ܒܟܠܗ ܓܠܝܠܐ ܘܡܦܩ ܫܐܕܐ ܀ 40 ܘܐܬܐ ܠܘܬܗ ܓܪܒܐ ܘܢܦܠ ܥܠ ܪܓܠܘܗܝ ܘܒܥܐ ܗܘܐ ܡܢܗ ܘܐܡܪ ܠܗ ܐܢ ܨܒܐ ܐܢܬ ܡܫܟܚ ܐܢܬ ܠܡܕܟܝܘܬܝ ܀ 41 ܗܘ ܕܝܢ ܝܫܘܥ ܐܬܪܚܡ ܥܠܘܗܝ ܘܦܫܛ ܐܝܕܗ ܩܪܒ ܠܗ ܘܐܡܪ ܨܒܐ ܐܢܐ ܐܬܕܟܐ ܀ 42 ܘܒܗ ܒܫܥܬܐ ܐܙܠ ܡܢܗ ܓܪܒܗ ܘܐܬܕܟܝ ܀ 43 ܘܟܐܐ ܒܗ ܘܐܦܩܗ ܀ 44 ܘܐܡܪ ܠܗ ܚܙܝ ܠܡܐ ܠܐܢܫ ܐܡܪ ܐܢܬ ܐܠܐ ܙܠ ܚܘܐ ܢܦܫܟ ܠܟܗܢܐ ܘܩܪܒ ܩܘܪܒܢܐ ܚܠܦ ܬܕܟܝܬܟ ܐܝܟܢܐ ܕܦܩܕ ܡܘܫܐ ܠܤܗܕܘܬܗܘܢ ܀ 45 ܗܘ ܕܝܢ ܟܕ ܢܦܩ ܫܪܝ ܗܘܐ ܡܟܪܙ ܤܓܝ ܘܐܛܒܗ ܠܡܠܬܐ ܐܝܟܢܐ ܕܠܐ ܢܫܟܚ ܗܘܐ ܝܫܘܥ ܓܠܝܐܝܬ ܕܢܥܘܠ ܠܡܕܝܢܬܐ ܐܠܐ ܠܒܪ ܗܘܐ ܒܐܬܪܐ ܚܘܪܒܐ ܘܐܬܝܢ ܗܘܘ ܠܘܬܗ ܡܢ ܟܠ ܕܘܟܐ ܀

28 E logo correu sua fama em toda a região da Galiléia. 29 E saíram da assembléia e vieram para a casa de Shimon e Andraos, com Yaqov e Yokhanan. 30 E a sogra de Shimon estava prostrada, com uma febre, e eles falaram-lhe sobre ela. 31 E ele chegou próximo, pegou-a pela sua mão, e levantou-a. E imediatamente a febre deixou-a, e ela servia-os. 32 De tarde, então, no pôr-do-sol, trouxeram até ele todos aqueles que [estavam] gravemente afligidos, e os possessos. 33 E a cidade toda estava reunida à porta. 34 E ele curou muitos que estavam gravemente afligidos por males diversos, e muitos demônios ele expulsou. E não permitia aos demônios que falassem, pois eles o conheciam. 35 E de manhã, ele levantou muito antes* e foi para uma região deserta, e lá ele ficou orando. 36 E procuraram-no Shimon e os que estavam com ele. 37 E quando encontraram-no, disseram para ele: todas as pessoas procuram por ti. 38 Ele disse para eles: Vão para as vilas e cidades que estão próximas, pois também lá eu pregarei. Para isto, pois, eu vim. 39 E pregava em todas as suas assembléias por toda Galiléia, e expulsava demônios. 40 E veio até ele um leproso, e caiu sobre os pés dele e suplicou por ele e disse-lhe: se tu queres, tu podes limpar-me. 41 Então ele, Yeshua, teve piedade por ele, e esticou sua mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê limpo. 42 E naquela hora, sua lepra saiu dele, e ele foi limpo. 43 E ele advertiu-o e despachou-o 44 e disse: Veja, para nenhuma pessoa diga, mas vá, mostre-se aos sacerdotes e oferece uma oferenda pela tua purificação** como comandou Moisés, para testemunho deles. 45 Ele, mas, quando partiu, começou a proclamar muito, e espalhou a palavra, de forma que não possibilitou Yeshua de entrar abertamente na cidade, mas ficou fora, em local deserto, e vinham até ele de toda parte.

* Ou seja: muito cedo.
** literalmente: limpeza.

O Testamento de Adão – Revisão e arquivo pdf

Fiz uma revisão da tradução e montei um arquivo em pdf com o texto.

O arquivo foi feito para ser impresso em papel tamanho A4, frente e verso da folha, assim o texto aramaico e a tradução  ficam em páginas opostas (o texto aramaico na página de esquerda e a tradução na página da direita).

Pode baixar aqui:

O testamento de Adão

Gostaria ainda de lembrar que esta não é uma tradução definitiva, podendo ser atualizada sempre que for necessário e que algum erro seja detectado.

O Tesamento de Adão |5| – Hierarquia Celeste

Ver introdução para mais detalhes e bibliografia completa sobre este texto.

ܬܘܒ ܕܕܝܬܩܐ ܕܐܒܘܢ ܐܕܡ

A seguir, do testamento do nosso pai Adão.

Item Testamentum Patris Nostri Adam.

ܚܝܠܘܬܐ ܫܡܝܢܐ ܕܐܝܟܢܐ ܐܝܬܝܗܘܢ ܘܡܢܐ ܓܝܪ ܐܚܝܕ ܟܠ ܬܓܡܐ ܕܡܢܗܘܢ ܡܢ ܬܫܡܫܬܐ ܘܡܢ ܡܕܒܪܢܘܬܐ ܕܒܗܢܐ ܥܠܡܐ ܫܡܥ ܚܒܝܒܝ ܟܕ ܤܕܝܪܝܢ ܠܗܘܢ ܬܓܡܐ ܚܕ ܒܬܪ ܚܒܪܗ ܡܢ ܠܬܚܬ ܘܥܕܡܐ ܕܡܛܝܢܢ ܠܗܢܘܢ ܕܠܡܪܢ ܝܫܘܥ ܡܫܝܚܐ ܛܥܝܢܝܢ ܘܡܙܝܚܝܢ ܠܗ

Como são os poderes celestiais, e como é mantida cada uma de suas Ordens no ofício e administração deste mundo. Escuta meu amigo, pois as Ordens são arranjadas uma após a outra, desde a Inferior, até que alcançamos eles, [os seres] que sustentam e carregam nosso senhor Jesus o Messias.

Quod ad virtutes caelestes attitinet, quomodo se habeant et singuli earum ordines quonam ministerio qualique administratione fungantur in hoc saeculo, audi carissime, quomodo sint ordinati singuli ordines alius post alium incipiendo ab infimo donec perveniamus ad eos, qui Dñum lesum Christum gestant et circumdant.

ܬܓܡܐ ܓܝܪ ܬܚܬܝܐ ܕܡܠܐܟܐ ܗܕܐ ܗܝ ܕܝܢ ܡܕܒܪܢܘܬܐ ܕܐܬܓܠܝܬ ܠܗ ܡܢ ܐܠܗܐ ܕܥܠ ܚܕ ܚܕ ܡܢ ܒܢܝܢܫܐ ܕܡܢܛܪܝܢ ܠܗܘܢ ܕܟܠ ܚܕ ܡܢ ܒܢܝ ܐܢܫܐ ܕܐܝܬ ܒܥܠܡܐ ܚܕ ܡܠܐܟܐ ܢܠܘܐ ܠܗ ܠܡܢܛܪܢܘܬܗ ܡܢ ܗܢܐ ܬܓܡܐ ܬܚܬܝܐ ܘܗܕܐ ܓܝܪ ܬܫܡܫܬܗ

Mas a Ordem Inferior é dos Anjos. Então, este é o plano designado [para esta ordem] por Deus, que concerne cada um dos homens que eles guardam: cada homem que existe no mundo, um anjo da Ordem Inferior o acompanhará para guardá-lo. E este é o ofício [desta Ordem].

Ad ordinem infimum angelorum quod attinet, ea ei administratio a Deo revelata est quae pertinet ad singulos homines custodiendos , ut quemque hominem, qui est in mundo, unus angelus comitetur custodiendum ad huncce infimum pertinens ordinem. Etenim hoc est ministerium eius.

ܬܓܡܐ ܕܝܢ ܕܬܪܝܢ ܘܐܝܬܘܗܝ ܪܒܝ ܡܠܐܟܐ ܗܕܐ ܗܝ ܬܫܡܫܬܐ ܕܠܒܝܟܝܢ ܟܠ ܡܢ ܡܕܒܪܢܘܬܐ ܕܐܠܗܐ ܟܠ ܡܕܡ ܕܐܝܬ ܒܒܪܝܬܐ ܗܕܐ ܐܢ ܚܝܠܘܬܐ ܘܐܢ ܒܥܝܪܐ ܦܪܚܬܐ ܘܐܢ ܪܚܫܐ ܘܐܢ ܢܘܢܐ ܘܐܝܟ ܕܒܦܤܝܩܬܐ ܘܤܟ ܠܡܐܡܪ ܟܠ ܡܐ ܕܐܝܬ ܒܒܪܝܬܐ ܗܕܐ ܤܛܪ ܡܢ ܒܢܝܢܫܐ ܕܡܚܘܝܢ ܥܠܘܗܝ ܒܛܝܠܘܬܐ ܘܡܕܒܪܝܢ ܠܗ

Então, a segunda Ordem, e são os Arcanjos. Este é o ofício: eles ordenam, pelas regras de Deus, tudo o que existe nesta Criação, sejam animais ou sejam aves, sejam répteis ou sejam peixes. Em resumo, zelam sobre, e orientam, tudo o que existe na Criação, exceto os homens.

Ordinis secundi, Archangelorum, ministerium est executioni mandare quamlibet dispositionem divinam ad hanc creaturam spectantem, sive ad [animalia] sive ad bestias, volucres, sive ad reptilia, sive ad pisces pertineat; et, ut breviter dicam, omnium, quae in hac existunt creatura, homine excepto, curam habere eaque dirigere.

ܬܓܡܐ ܕܝܢ ܕܬܠܬܐ ܕܐܝܬܘܗܝ ܐܪܟܘܤ ܗܕܐ ܗܝ ܬܫܡܫܬܗ ܕܡܙܝܥܝܢ ܠܐܐܪ ܕܤܠܩܐ ܥܢܢܐ ܡܢ ܤܘܦܝܗ ܕܐܪܥܐ ܐܝܟ ܡܠܬ ܢܒܝܐ ܕܘܝܕ ܘܢܚܬ ܡܛܪܐ ܥܠ ܐܪܥܐ ܘܟܠܗܘܢ ܓܝܪ ܫܘܚܠܦܘܗܝ ܕܐܐܪ ܗܘ ܡܙܝܥ ܠܗܘܢ ܟܕ ܒܙܒܢ ܠܡܛܪܐ ܘܒܙܒܢ ܠܬܠܓܐ ܘܒܙܒܢ ܠܒܪܕܐ ܘܒܙܒܢ ܠܥܦܪܐ ܘܒܙܒܢ ܠܕܡܐ. ܘܗܘ ܓܝܪ ܡܫܚܠܦ ܠܗܘܢ ܘܕܝܠܗ ܐܢܘܢ ܓܝܪ ܪܥܡܐ ܘܢܘܪܐ ܕܒܪܩܐ

Então a terceira Ordem, que são os Principados. Este é o seu ofício, eles movem o ar para elevar as nuvens dos limites da Terra – de acordo com a palavra do profeta Davi – e [assim] cai chuva sobre a Terra. E todas, portanto, as mudanças do ar são eles que causam: a estação para a chuva, e a estação para a neve, e a estação para o granizo, e a estação para a poeira, e a estação para o sangue. E estas são as mudanças causadas por eles. E desta [Ordem] é também o trovão e a luz do raio.

Ordinis tertii, Principatuum, ministerium est aerem commovere, ut ascendente nube a finibus terrae, iuxta effatum prophetae David, descendat pluvia super terram. Et omnes aeris mutationes hic [ordo] movet: quandoque pluviam, aliquando nivem, aliquando grandinem, aliquando pulverem, aliquando sanguinem. Hic enim ordo ea commutat et ipsius sunt tonitrua et ignis fulgurum.

ܬܓܡܐ ܓܝܪ ܕܐܪܒܥܐ ܕܐܝܬܘܗܝ ܫܘܠܛܢܐ ܗܕܐ ܗܝ ܬܫܡܫܬܗ ܡܕܒܪܢܘܬܐ ܕܢܗܝܪܐ ܕܫܡܫܐ ܘܤܗܪܐ ܘܟܘܟܒܐ

Mas a quarta Ordem são as Potestades. Este é o seu ofício: a administração das luzes do sol e da lua e das estrelas.

Ordinis quarti, Potestatum, ministerium est administratio luminarium: solis et lunae et stellarum.

ܬܓܡܐ ܕܝܢ ܕܚܡܫܐ ܕܐܝܬܘܗܝ ܚܝܠܐ ܗܕܐ ܗܝ ܬܫܡܫܬܗ ܕܢܬܟܠܘܢ ܠܫܐܕܐ ܕܠܐ ܢܘܒܕܘܢ ܠܒܪܝܬܗ ܕܐܠܗܐ ܡܛܠ ܚܤܡܗܘܢ ܕܠܘܬ ܒܢܝܢܫܐ ܒܗܝ ܕܐܠܘ ܓܝܪ ܡܫܬܒܩ ܗܘܐ ܟܝܢܐ ܠܝܛܐ ܕܫܐܕܐ ܕܢܫܡܠܐ ܪܓܬܐ ܕܨܒܝܢܗ ܒܚܕܐ ܫܥܐ ܘܥܕܢܐ ܡܗܦܟܝܢ ܗܘܘ ܠܗ ܠܒܪܝܬܐ ܟܠܗ ܐܠܐ ܩܐܡ ܠܗܘܢ ܚܝܠܐ ܐܠܗܝܐ ܒܗܝ ܕܤܡ ܥܠܝܗܘܢ ܓܝܪ ܢܛܘܪܐ ܕܠܐ ܢܫܠܡܘܢ ܪܓܬܐ ܕܨܒܝܢܗܘܢ ܒܥܒܕܐ

Então a quinta Ordem, que são as Virtudes. Este é o seu ofício: conter os demônios, para que eles não destruam a Criação de Deus, por conta de sua inveja dos homens. Pois se isto for permitido, que a natureza maldita dos demônios realize o desejo de sua vontade, em uma hora e momento eles subverterão toda a Criação. Mas a Virtude Divina se levanta contra eles, pois colocou sobre eles uma guarda, para que, em seu atos, não realizem a vontade de seus desejos.

Ordinis quinti, Virtutum, ministerium est daemones compescere, ne perdant creaturam Dei ob invidiam, qua contra homines feruntur. Si enim maledictae daemonum naturae permitteretur desiderium voluntatis suae facere, una hora momentoque subverterent totam creaturam. [Attamen] virtus divina resistit eis; nam posuit super eos custodem, ne effectui tradant beneplacitum voluntatis suae.

ܬܓܡܐ ܕܝܢ ܕܫܬܐ ܕܐܝܬܘܗܝ ܡܪܘܬܐ ܗܕܐ ܗܝ ܬܫܡܫܬܗ ܗܢܘܢ ܕܫܠܝܛܝܢ ܥܠ ܡܠܟܘܬܐ ܘܒܐܝܕܝܗܘܢ ܗܘܝܐ ܙܟܘܬܐ ܘܚܝܒܘܬܐ ܒܩܪܒܐ ܘܡܬܝܕܥܐ ܕܝܢ ܗܕܐ ܕܗܟܢܐ ܓܝܪ ܐܝܬܝܗ ܡܢ ܠܘܬ ܡܠܟܐ ܐܬܘܪܝܐ ܟܕ ܕܝܢ ܤܠܩ ܥܠ ܠܐܘܪܫܠܡ ܢܚܬ ܡܠܐܟܐ ܘܒܙܗ ܠܡܫܪܝܬܗ ܕܥܘܠܐ ܘܡܝܬܘ ܠܗܘܢ ܒܚܕ ܥܕܢܐ ܡܐܐ ܘܬܡܢܝܢ ܘܚܡܫܐ ܐܠܦܝܢ ܘܬܘܒ ܕܝܢ ܐܦ ܛܘܒܢܐ ܙܟܪܝܐ ܚܙܐ ܡܠܐܟܐ ܒܕܡܘܬ ܓܒܪܐ ܕܪܟܝܒ ܥܠ ܤܘܤܝܐ ܤܘܡܩܐ ܕܩܐܡ ܒܝܢܬ ܐܝܠܢܐ ܕܡܛܠܐ ܘܒܬܪܗ ܪܟܫܐ ܚܘܪܐ ܘܤܘܡܩܐ ܘܢܝܙܟܐ ܒܐܝܕܝܗܘܢ ܘܐܦ ܝܗܘܕܐ ܡܩܒܝ ܚܙܐ ܡܠܐܟܐ ܟܕ ܪܟܝܒ ܥܠ ܤܘܤܝܐ ܤܘܡܩܐ ܕܚܙܝܩ ܟܠܗ ܡܐܢܐ ܕܕܗܒܐ ܚܙܬܗ ܡܫܪܝܬܗ ܕܐܢܛܝܟܘܤ ܥܘܠܐ ܘܥܪܩܬ ܠܗ ܡܢ ܩܕܡܘܗܝ ܘܟܠ ܐܝܟܐ ܕܗܘܝܐ ܙܟܘܬܐ ܘܚܝܒܘܬܐ ܗܢܘܢ ܥܒܕܝܢ ܠܗ ܒܪܡܙܗ ܕܐܠܗܐ ܚܝܐ ܕܦܩܕ ܠܗܘܢ ܒܫܥܬܐ ܕܩܪܒܐ

Então a sexta Ordem, que são as Dominações. Este é o seu ofício: governam sobre os Reinos, e em suas mãos está a vitória e a derrota na guerra. E isto foi mostrado para o rei assírio, quando ele se levantou contra Jerusalém: desceu um anjo e devastou o seu exército cruel, e em um instante matou cento e oitenta e cinco mil. E também o abençoado Zacarias viu um anjo em forma de homem que montava um cavalo vermelho parado entre as árvores [próximas] de uma cabana. E seguindo-o, [outros anjos montados em] cavalos brancos e vermelhos e lanças em suas mãos. E também Judas Macabeu viu um anjo todo em roupas de ouro montado sobre um cavalo vermelho. O acampamento do cruel Antíoco viu-o e fugiu ante ele. E onde há vitória ou derrota, são estes que decidem, de acordo com o sinal do Deus vivo, que os comanda na hora da guerra.

Ordo sextus est Dominationum; horum ministerium est dominari super regna et eorum ope fit victoria et clades in bellis. Haec autem ita esse constat ex rebus gestis regis Assyrii. Cum enim ascendisset contra Ierosolymam, descendit Angelus, diripuit castra iniqui et uno momento centum octoginta quinque mortui sunt. Beatus quoque Zacharias vidit angelum in similitudine viri vecti equo rufo et stantis inter arbores umbraculi et post eum equitatus albi et rufi et hastae in manibus eorum. Et etiam ludas Macchabaeus vidit angelum vectum equo, indutum aureis vestibus, quem cum vidissent castra Antiochi iniqui, fugerunt e conspectu eius. Et ubicunque evenit victoria aut clades, ipsi illic transeunt ad nutum Dei viventis, ipsis hora pugnae imperantis.

ܗܠܝܢ ܬܓܡܐ ܐܚܪܝܐ ܕܡܘܬܒܐ ܘܕܤܪܦܐ ܘܕܟܪܘܒܐ ܗܠܝܢ ܕܩܕܡ ܪܒܘܬܗ ܕܡܪܢ ܝܫܘܥ ܡܫܝܚܐ ܩܝܡܝܢ ܘܡܫܡܫܝܢ ܠܟܘܪܤܝܐ ܕܐܝܩܪܗ ܡܙܝܚܝܢ ܟܠܫܥ ܒܩܘܕܫܝܗܘܢ ܟܪܘܒܐ ܕܝܢ ܠܟܘܪܤܝܗ ܓܝܪ ܛܥܝܢܝܢ ܘܡܝܩܪܝܢ ܘܛܒܥܐ ܐܚܝܕܝܢ. ܤܪܦܐ ܕܝܢ ܠܩܝܛܘܢܗ ܕܡܪܢ ܡܫܡܫܝܢ ܡܘܬܒܐ ܕܝܢ ܬܪܥܐ ܕܩܕܘܫ ܩܘܕܫܐ ܐܚܝܕܝܢ

Estas outras Ordens: Tronos, Serafins e Querubins, estão ante a magnificência de nosso senhor Jesus o Messias e, servindo o trono de Sua Majestade, exaltam-no todo o tempo com o seu ‘trisagion’. Os Querubins, então, sustentam o e reverenciam o trono e mantém os selos; mas os Serafins servem à câmara de nosso senhor; os Tronos mantêm o portão do Santo dos Santos.

Reliqui ordines, Thronorum, Seraphim, Cherubim, coram maiestate Dñi Iesu Christi stantes et solio gloriae eius assistentes trisagiis suis continuo laudem dicunt. Cherubim quidem thronum eius gestant, honorant, sigillaque portant; Seraphim autem thalamo Dñi inserviunt, Throni vero portas Sancti Sanctorum custodiunt.

ܘܗܕܐ ܗܝ ܒܫܪܪܐ ܦܘܪܫ ܬܫܡܫܬܐ ܕܡܕܒܪܢܘܬܐ ܕܡܠܐܟܐ ܕܒܗܢܐ ܥܠܡܐ

Esta é, em verdade, a explicação dos ofícios e administrações dos anjos deste mundo.

Haec est vera explicatio ministerii et administrationis angelorum in hoc saeculo.

ܫܠܡ ܒܚܝܠ ܥܘܕܪܢܗ ܕܡܪܢ ܠܡܟܬܒ ܕܝܬܩܐ ܕܐܒܘܢ ܐܕܡ

Termina [aqui], com a virtude do auxílio de nosso Senhor, de se escrever o Testmento de nosso pai Adão.

Absolutum est virtute adiutorii Dñi Testamentum Patris Nostri Adami.

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O Testamento de Adão |4| – Profecia

Apenas um lembrete: o texto em aramaico e minha tradução baseiam-se na recensão II de Kmosko [1907], com ênfase tanto quanto possível no manuscrito C, enquanto que a tradução em latim, de Kmosko, é baseada exclusivamente na recensão II (ver introdução para mais detalhes e bibliografia completa).

ܕܝܠܗ ܟܕ ܕܝܠܗ ܕܐܒܐ ܕܝܠܢ ܩܕܡܝܐ ܕܐܒܘܢ ܐܕܡ Do mesmo primeiro pai nosso, que é o nosso pai Adão. Eiusdem Patris primi nostri Patris nostri Adam.
ܕܫܡܥܬ ܒܪܝ ܫܝܬ ܕܡܫܝܚܐ ܐܬܐ ܡܢ ܫܡܝܐ ܘܡܬܝܠܕ ܡܢ ܒܬܘܠܬܐ ܘܥܒܕ ܚܝܠܐ ܘܤܥܪ ܐܬܘܬܐ ܘܬܕܡܪܬܐ ܪܘܪܒܬܐ ܘܡܗܠܟ ܥܠ ܓܠܠܐ ܕܝܡܐ ܐܝܟ ܕܥܠ ܕܦܐ ܕܩܝܤܐ ܘܟܐܐ ܒܪܘܚܐ ܘܫܠܝܢ ܘܪܡܙ ܠܓܠܠܐ ܘܫܬܩܝܢ ܘܤܡܝܐ ܦܬܚ ܘܓܪܒܐ ܡܕܟܐ ܩܚܪܫܐ ܡܫܡܥ ܘܦܐܩܐ ܡܡܠܠܝܢ ܘܠܕܝܘܐ ܡܦܩ ܘܠܫܐܕܐ ܛܪܕ ܘܠܡܝܬܐ ܡܚܐ ܘܠܩܒܝܪܐ ܡܩܝܡ ܡܢ ܓܘ ܘܒܪܝܗܘܢ ܡܛܠ ܕܗܘ ܡܫܝܚܐ ܐܡܪ ܗܘܐ ܠܝ ܒܦܪܕܝܤܐ ܟܕ ܩܛܦܬ ܦܐܪܐ ܕܟܤܐ ܗܘܐ ܒܗ ܡܘܬܐ ܐܕܡ ܠܐ ܬܕܚܠ ܐܠܗܐ ܨܒܐ ܕܥܒܕ ܗܕܐ ܨܒܝܬ ܕܬܗܘܐ ܥܒܕ ܐܢܐ ܠܟ ܠܘ ܓܝܪ ܗܫܐ ܐܠܐ ܒܬܪ ܙܒܢܐ ܤܓܝܬܐ ܕܫܢܝܐ ܡܫܠܡ ܐܢܐ ܠܗ ܠܦܓܪܟ ܠܤܤܐ ܘܠܪܡܬܐ ܕܐܟܠ ܠܗ ܘܓܪܡܝܟ ܠܪܡܬܐ Escuta meu filho Seth, pois o messias virá dos céus e nascerá de uma virgem; e fará milagres e realizará sinais e grandes maravilhas. E andará sobre as ondas do mar como se fosse sobre uma prancha de madeira. E irá repelir os ventos e eles pararão, e acenará para as ondas e elas silenciarão. E abrirá [os olhos] dos cegos, e limpará os leprosos. E os surdos ouvirão e os gagos falarão. E os espíritos maus mandará embora e expulsará os demônios. E fará viver os mortos e fará sair de dentro de suas sepulturas os que estão sepultados. Pois ele, o messias, disse para mim no paraíso, quando colhi a fruta que ocultava a morte: “Adão, não temas, Deus quer fazer isto, [pois] tu desejaste ser [Deus]. Eu faço você [Deus]. Mas não agora. Mas após um tempo de muitos anos. Eu entregarei o teu corpo aos vermes e à podridão, para que o comam e aos teus ossos podres”. Audivi, fili mi Seth, Messiam de caelo venturum esse et nasci de virgine et facere virtutes et patrare signa et portenta magna. Et ambulat super undas maris velut super asseres ligni. Et increpat ventos et conticescent et annuit fluctibus et silebunt. Caecos illuminat, leprosos mundat, surdos audire, mutos loqui facit, daemones ejicit, spiritus nequam expellit, mortuos vivificat, sepultos suscitat de medio sepulchro. Nam ipse Messias dixit mihi in paradiso, cum carpsissem de fructu, in quo mors latebat : Adam, noli timere. Deus fieri voluisti et ego te faciam: non autem nunc, sed post multum tempus annorum. Corpus tuum tradam tineae et cariei et comedet illud et ossa tua cariei.
ܘܐܡܪܬ ܠܗ ܠܡܢܐ ܡܪܝ ܐܡܪ ܠܝ ܥܠ ܕܫܡܥܬ ܡܘܠܟܢܐ ܕܚܘܐ ܡܐܟܘܠܬܐ ܠܚܘܝܐ ܗܘܐ ܐܢܬ ܘܒܢܝܟ ܡܢ ܒܬܪܟ ܘܡܢ ܒܬܪ ܩܠܝܠ ܓܠܝܢ ܪܚܡܝ ܥܠܝܟ ܡܛܠ ܕܒܨܠܡܝ ܒܪܝܬܟ ܘܡܛܠܬܟ ܐܪܥܐ ܚܕܬܐ ܥܒܕ ܐܢܐ ܠܟ ܘܠܒܢܝܟ ܡܫܠܛ ܐܢܐ ܒܗ ܘܤܠܩ ܐܢܐ ܘܝܬܒ ܡܢ ܝܡܝܢܐ ܕܐܠܗܘܬܝ ܘܥܒܕ ܐܢܐ ܠܟ ܐܠܗܐ ܐܝܟ ܕܨܒܝܬ E eu disse para ele: “Por que, Senhor?” Ele disse para mim: “Porque seguiste o conselho de Eva, tu serás comida para a serpente, e o teus filhos depois de ti. E depois de algum tempo a minha compaixão irá se manifestar sobre você: pois eu criei você à minha imagem e por tua causa eu faço uma terra nova para ti, e nela eu dominarei os teus filhos. E eu ascenderei e sentarei [você] à direita de minha divindade, e farei você deus, como tu desejaste.” Et dixi ei: Quare, Domine? Dixit mihi: Quia obedisti consilio Evae, esca eris serpenti et filii tui post te. Et paulo post misericordia mea revelabitur super te quia ad imaginem meam creavi te. Et propter te novam terram faciam tibi et in ea dominabor super filios tuos. Et ascendens sedebo a dextris divinitatis meae et te deum faciam, sicut voluisti.
ܘܐܡܪܬ ܠܗ ܠܐܒܝ ܐܢܐ ܫܝܬ ܕܡܢܘ ܫܡܗ ܕܦܐܪܐ ܕܐܟܠܬ ܡܢܗ ܐܡܪ ܠܝ ܕܬܬܐ ܐܝܬܘܗܝ ܗܘܐ ܒܪܝ ܒܬܪܥܐ ܕܥܠ ܒܗ ܡܘܬܐ ܥܠܝ ܘܠܟܠܗܘܢ ܝܠܕܝ ܒܗ ܓܝܪ ܥܬܝܕܝܢ ܕܢܥܠܘܢ ܠܝ ܚܝܐ ܘܠܒܢܝ ܐܬܒܪܢܫ ܡܪܢ ܘܢܠܒܫ ܦܓܪܐ ܡܢ ܒܬܘܠܬܐ ܩܕܝܫܬܐ ܒܚܪܬܐ ܕܙܒܢܐ ܕܫܡܥܬ ܒܪܝ ܫܥܬ ܕܡܢ ܒܪܫܝܬ ܕܢܐܬܐ ܛܘܦܢܐ ܘܢܚܒܠ ܠܟܠܗ ܐܪܥܐ ܘܡܢ ܒܬܪ ܛܘܦܢܐ ܢܗܘܝܢ ܫܢܝܐ ܕܥܠܡܐ ܗܢܐ ܟܠܗܝܢ ܫܬܐ ܐܠܦܝܢ ܕܫܢܝܐ ܘܗܝܕܝܢ ܢܐܬܐ ܤܘܦܢܗ ܕܥܠܡܐ ܗܢܐ E eu, Set, disse para ele, meu pai Adão: “qual o nome da fruta da qual tu comeste?” Ele disse para mim que “era o figo, meu filho, o portão no qual entra a morte sobre mim e para todos os que eu gerei. Mas também nele deverá entrar a vida para mim e meus filhos, [pois] o nosso senhor encarnará e vestirá o corpo de uma virgem santa no fim dos tempos. Escuta, meu filho Seth, pois no início virá um dilúvio, e destruirá toda a terra. E após o dilúvio, todos os anos deste mundo serão seis mil anos. E então virá o fim deste mundo.” Et dixi patri meo Adam ego Seth: Quid est nomen fructus, de quo comedisti? Et dixit mihi : Ficus est, filii mi; porta, qua mors intravit super me et super omnes filios meos, futurum est, ut salus intret mihi et filiis meis, cum Dominus incarnatus fuerit de virgine et carnem sibi induerit sanctam in fine temporum. Nam audivi, fili mi Seth, ab initio, diluvium venturum esse, ut perdat totam terram; et post diluvium omnes anni mundi huius sex millia annorum erunt et tunc veniet consummatio eius.
ܐܢܐ ܫܝܬ ܡܢ ܒܬܪ ܕܡܝܬ ܠܗ ܐܒܝ ܐܕܡ ܩܒܪܢܝܗܝ ܐܢܐ ܘܐܚܝ ܡܢ ܡܕܢܚܝ ܦܪܕܝܤܐ ܘܤܡܬܗ ܠܕܝܬܝܩܐ ܗܕܐ ܒܡܥܪܬ ܓܙܐ ܥܕܡܐ ܠܝܘܡܢܐ Eu, Set, após a morte de meu pai Adão: eu e meu irmão sepultamos ele a leste do paraíso. E eu coloquei este testamento na caverna dos tesouros, [onde está] até hoje. Ego autem Seth, mortuo patre meo Adam, ego et fratres mei sepelivimus eum ab oriente paradisi et testamentum hoc deposui in spelunca thesauri usque ad praesentem diem. Finis Testamenti Patris Nostri Adam.

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O Testamento de Adão |3| As Horas do Dia

Lembrete: este fragmento é baseado exclusivamente na recensão I de Kmosko, visto que não ocorre na recensão II, utilizada como base para o resto da tradução (ver introdução para mais detalhes e bibliografia completa).

ܬܘܒ ܫܥܐ ܕܐܝܡܡܐ A seguir as horas do dia. Porro horae diei:
ܫܥܬܐ ܩܕܡܝܬܐ ܕܐܝܡܡܐ ܒܥܘܬܐ ܕܫܡܝܢܐ A primeira hora do dia. A prece dos céus. Prima hora diei: Preces caelestium.
ܫܥܬܐ ܕܬܪܬܝܢ ܨܠܘܬܐ ܕܡܠܐܟܐ A segunda hora. A oração dos anjos. Hora secunda: Oratio angelorum.
ܫܥܬܐ ܕܬܠܬ ܬܘܕܝܬܐ ܕܦܪܚܬܐ A terceira hora. A confissão das aves. Hora tertia: Confessio volucrum.
ܫܥܬܐ ܕܐܪܒܥ ܬܘܕܝܬܐ ܕܚܝܘܬܐ A quarta hora. A confissão dos animais. Hora quarta: Gonfessio animalium.
ܫܥܬܐ ܕܚܡܫ ܬܘܕܝܬܐ ܕܠܥܠ ܡܢ ܫܡܝܐ A quinta hora. A confissão dos que estão sobre os céus. Hora quinta: Confessio supercaelestis.
ܫܥܬܐ ܕܫܬ ܬܘܕܝܬܐ ܕܟܪܘܒܐ ܕܡܦܝܤܝܢ ܥܠ ܥܘܠܐ ܕܐܢܫܘܬܢ A sexta hora. A confissão dos querubins, que intercedem pela injustiça da nossa humanidade. Hora sexta: Confessio Cherubim, qui pro iniquitate humanitatis nostrae intercedunt.
ܫܥܬܐ ܕܫܒܥ ܡܥܠܐ ܘܡܦܩܐ ܕܠܘܬ ܐܠܗܐ ܕܥܐܠܢ ܨܠܘܬܐ ܕܟܠ ܕܚܝ ܘܤܓܕܢ ܘܢܦܩܢ A sétima hora. Entrada e saída perante Deus. Entram as orações de tudo o que vive, e ajoelham e levantam. Hora septima: Introitus et exitus apud Deum, qua intrant orationes cuiusque viventis et adoratione facta exeunt.
ܫܥܬܐ ܕܬܡܢܐ ܬܘܕܝܬܐ ܕܢܘܪܐ ܘܕܡܝܐ A oitava hora. A confissão do fogo e das águas. Hora octava: Confessio ignis et aquarum.
ܫܥܬܐ ܕܬܫܥ ܬܟܫܦܬܐ ܕܡܠܐܟܐ ܗܠܝܢ ܕܩܝܡܝܢ ܩܕܡ ܟܘܪܤܝܐ ܕܪܒܘܬܐ A nona hora. A súplica dos anjos que estão postados ante o trono da Majestade. Hora nona: Supplicatio angelorum eorum, qui stant coram throno maiestatis.
ܫܥܬܐ ܕܥܤܪ ܤܥܘܪܘܬܐ ܕܡܝܐ ܕܢܚܬܐ ܪܘܚܐ ܘܡܪܚܦܐ ܥܠ ܡܝܐ ܘܥܠ ܡܒܘܥܐ ܘܐܠܘ ܪܘܚܗ ܕܡܪܝܐ ܕܢܚܬܐ ܗܘܬ ܘܡܪܚܦܐ ܥܠ ܡܝܐ ܘܥܠ ܡܒܘܥܐ ܡܤܬܪܚܝܢ ܗܘܘ ܒܢܝܢܫܐ ܘܟܠ ܕܚܙܝܢ ܗܘܘ ܫܐܕܐ ܤܪܚܝܢ ܗܘܘ ܠܗܘܢ ܘܒܗܝ ܫܥܬܐ ܡܬܚܛܦܝܢ ܡܝܐ ܘܚܠܛ ܒܗܘܢ ܟܗܢܐ ܕܐܠܗܐ ܡܫܚܐ ܕܩܘܕܫܐ ܘܡܫܚ ܠܐܝܠܝܢ ܕܐܠܝܨܝܢ ܘܡܬܐܤܝܢ ܘܡܬܚܠܡܝܢ A décima hora. A visita das águas. Desce o espírito e flutua sobre as águas e fontes. E se o espírito do Senhor não descesse e flutuasse sobre as águas e fontes, os homens ficariam desolados, e os demônios destruiriam tudo o que vêem. E nesta hora as águas são contidas e o sacerdote de Deus mistura nelas o óleo da santidade, e unge aqueles que estão aflitos, e eles são curados e recuperados. Hora decima: Visitatio aquarum, qua Spiritus descendens volitat super aquas et fontes : quod nisi Spiritus Domini volitasset super aquas et fontes, homines noxa afficerentur et daemones, quaecunque vidissent, corrupissent. Qua hora sumitur aqua, cui sacerdos Dei admiscet oleum sanctum, et ungit eos, qui aftlicti sunt; et sanati convalescunt.
ܫܥܬܐ ܕܚܕܥܤܪܐ ܕܝܨܐ ܘܚܕܘܬܐ ܕܙܕܝܩܐ A décima primeira hora. Júbilo e alegria dos justos. Hora undecima: Exultatio et gaudium iustorum.
ܫܥܬܐ ܕܬܪܬܥܤܪܐ ܗܝ ܕܪܡܫܐ ܬܟܫܦܬܐ ܕܒܢܝܢܫܐ ܠܨܒܝܢܐ ܡܩܒܠܐ ܕܠܘܬ ܐܠܗܐ ܡܪܐ ܟܠ A décima segunda hora – é a véspera. A súplica dos homens para a boa vontade que está perante Deus, senhor de tudo. Hora duodecima vespere: Supplicatio hominum in voluntatem acceptam coram Deo, domino omnium.

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O Testamento de Adão |2| – As Horas da Noite

Apenas um lembrete: o texto em aramaico e minha tradução baseiam-se na recensão II de Kmosko [1907], com ênfase tanto quanto possível no manuscrito manuscrito C, enquanto que a tradução em latim, de Kmosko, é baseada exclusivamente na recensão II (ver introdução para mais detalhes e bibliografia completa).

ܥܠ ܚܝܠܗ ܕܡܪܢ ܝܫܘܥ ܡܫܝܚܐ ܡܫܪܝܢܢ ܠܡܟܬܒ ܟܬܝܒܬܐ ܗܕܐ ܕܡܬܩܪܝܐ ܡܟܬܒ ܙܒܢܐ ܐܡܝܢ ܬܘܒ ܫܥܬܐ ܕܠܠܝܐ Pela virtude de nosso senhor Jesus o Messias começamos a escrever este livro que se chama A Narrativa do Tempo. Amém. A seguir as horas da noite. Ope freti Domini Nostri Iesu Christi incipimus scribere scripturam hanc, quae appellatur Chronicon. Amen. Porro horae noctis.
ܫܥܬܐ ܩܕܡܝܬܐ ܕܠܠܝܐ ܬܘܕܝܬܐ ܗܝ ܕܡܝܐ ܘܕܫܐܕܐ ܘܒܗܝ ܫܥܬܐ ܕܬܘܕܝܬܗܘܢ ܠܐ ܡܟܝܢ ܘܠܐ ܤܪܚܝܢ ܘܠܐ ܡܚܒܠܝܢ ܡܕܡ ܥܕܡܐ ܕܡܫܬܪܝܢ ܡܢ ܬܘܕܝܬܗܘܢ ܡܛܠ ܕܐܤܪ ܐܢܘܢ ܚܝܠܗ ܟܤܝܐ ܕܥܒܘܕܐ ܕܟܠ A primeira hora da noite. A confissão é das águas e dos demônios. E nesta hora de sua confissão não batem e não corrompem e não destroem algo até que se libertem de sua confissão, pois a força oculta do Criador de tudo os prende. Hora prima noctis: Confessio est aquarum et daemonum. Qua hora confessionis suae nec percutiunt, nec damnum inferunt, nec quidquam destruunt, donec absolvant confessiones suas; nam alligat eos virtus occulta creatoris omnium.
ܫܥܬܐ ܕܬܪܬܝܢ ܬܘܕܝܬܐ ܗܝ ܕܢܘܢܐ ܘܕܟܠܗ ܪܚܫܐ ܕܒܝܡܐ A segunda hora. A confissão é dos peixes e de todas as criaturas que estão no mar. Hora secunda: Confessio est piscium et omnis reptilis, quae sunt in mari.
ܫܥܬܐ ܕܬܠܬܐ ܩܠܗܘܢ ܕܬܗܘܡܐ ܘܕܢܘܪܐ ܡܢ ܬܗܘܡܐ ܘܡܢ ܢܘܪܐ ܘܠܬܚܬ ܠܐ ܫܠܝܛ ܠܐܢܫ ܠܡܥܩܒܘ ܤܟ A terceira hora. A voz do abismo e do fogo. Do abismo e do fogo e para baixo não é permitido ao homem investigar o fundo. Hora tertia: Vox abyssorum et ignis. Ex abyssis et igne et deorsum homini omnino non licet scrutari.
ܫܥܬܐ ܕܐܪܒܥ ܩܘܕܫܐ ܕܤܪܦܐ. ܗܟܢܐ ܒܪܝ ܫܡܥ ܗܘܝܬ ܡܢ ܩܕܡ ܕܐܚܛܐ ܟܕ ܢܩܫܝܢ ܤܪܦܐ ܓܦܝܗܘܢ ܒܩܠܐ ܦܐܝܐ ܘܗܢܝܐܐ ܕܩܘܕܫܝܗܘܢ ܡܢ ܕܝܢ ܟܕ ܚܛܝܬ ܘܥܒܪܬ ܠܝ ܥܠ ܦܘܩܕܢܐ ܬܘܒ ܠܐ ܚܙܝܬ ܠܝ ܘܠܐ ܫܡܥܬ ܐܝܟ ܗܘ ܩܠܐ A quarta hora. A santidade do Serafin. Assim, meu filho, eu ouvia antes de pecar, quando os Serafins batiam as suas asas com a voz bela e agradável de sua santidade. Mas desde que pequei e transgredi o mandamento não tornei a ver e ouvir assim esta voz. Hora quarta: Trisagion Seraphim. Sic, fili mi, audiebam antequam peccavi, quando Seraphim alas suas concusserunt cum voce decora et amoená trisagiorum suorum. Postquam vero peccavi et mandatum transgressus sum, ultra nec vidi nec audivi velut hanc vocem.
ܫܥܬܐ ܕܚܡܫ ܬܘܕܝܬܐ ܗܝ ܕܡܝܐ ܕܠܥܠ ܡܢ ܫܡܝܐ ܗܟܢܐ ܒܪܫܝܬ ܒܪܝ ܫܝܬ ܫܡܥ ܗܘܐ ܐܢܐ ܗܘ ܡܠܐܟܐ ܩܠܐ ܕܓܠܠܐ ܬܩܝܦܐ ܕܢܬܠܘܢ ܬܫܒܘܚܬܐ ܠܐܠܗܐ ܡܛܠ ܪܡܙܗ ܟܤܝܐ ܕܐܠܗܐ ܡܪܗܒ ܗܘܐ ܠܗܘܢ A quinta hora. A confissão é das águas que estão acima dos céus. Assim, no início, meu filho Set, eu escutava os anjos: uma voz de ondas poderosas que devem dar glórias a Deus, pois o comando oculto de Deus os movia. Hora quinta: Confessio est aquarum, quae super coelos sunt. Sic initio audivi ego angelos: vocem fluctuum ehementium, ut darent gloriam Deo, quia nutus ocultus Dei commovit eos.
ܫܥܬܐ ܕܫܬ ܪܘܟܒܐ ܕܥܢܢܐ ܘܕܚܠܬܐ ܪܒܬܐ ܗܘܝܐ ܒܦܠܓܗ ܕܠܠܝܐ A sexta hora. Ajuntamento de nuvens e grande temor no meio da noite [i. e. meia-noite]. Hora sexta: Conglomeratio nubium et timor magnus media nocte.
ܫܥܬܐ ܕܫܒܥ ܢܝܚܐ ܕܚܝܠܘܬܐ ܘܕܟܠܗܘܢ ܟܝܢܐ ܕܕܡܟܝܢ ܘܒܗܝ ܫܥܬܐ ܡܝܐ ܚܠܛ ܒܗܘܢ ܟܗܢܐ ܕܐܠܗܐ ܡܫܚܐ ܘܡܫܚ ܠܐܝܢܐ ܕܠܐ ܕܡܟ ܡܫܝܢܐܝܬ A sétima hora. O descanso das forças e de todas as naturezas que estão dormindo. E nesta hora o sacerdote de Deus mistura óleo nas águas e unge aquele que não dorme tranqüilamente. Hora septima: Quies exercituum et totius naturae dormientis. Qua hora sacerdos Dei aquae immiscet oleum ungitque eum, qui inquiete dormit.
ܫܥܬܐ ܕܬܡܢܐ ܬܘܕܝܬܐ ܗܝ ܠܡܦܩܘ ܥܤܒܐ ܘܙܪܥܐ ܕܐܪܥܐ ܘܡܐ ܕܢܚܬ ܥܠܝܗܘܢ ܛܠܐ ܡܢ ܫܡܝܐ A oitava hora. A confissão é das ervas e sementes que brotam da terra. E desce sobre eles o orvalho dos céus. Hora octava : Confessio est ad herbas et semina terrae producenda et rore caeli super ea descendente.
ܫܥܬܐ ܕܬܫܥ ܬܫܡܫܬܐ ܕܡܠܐܟܐ ܗܠܝܢ ܕܩܝܡܝܢ ܩܕܡ ܟܘܪܤܝܐ ܕܗܝ ܪܒܘܬܐ A nona hora. Ministério dos anjos que pousam ante o trono de Sua Majestade. Hora nona: Ministerium angelorum eorum, qui stant ante thronum maiestatis eius.
ܫܥܬܐ ܕܥܤܪ ܦܬܝܚܘܬ ܬܪܥܐ ܕܥܐܠܢ ܨܠܘܬܐ ܕܟܠ ܕܚܝ ܘܤܓܕܢ ܘܢܦܩܢ ܘܒܗܝ ܫܥܬܐ ܟܠ ܕܢܫܐܠ ܓܢܤܢ ܡܢ ܓܒܘܥܗ ܡܬܝܗܒ ܠܗ ܒܛܝܒܘܬܗ ܘܢܩܫ ܓܦܗ ܕܤܪܦܐ ܘܩܪܝܢ ܬܪܢܓܠܐ A décima hora. Abrem-se as portas em que entram as orações de todos os [seres] que vivem. E eles ajoelham e então levantam. E nesta hora, tudo o que o nosso povo pedir ao seu Criador, Ele lhes dá com Sua graça. E bate suas asas o Serafin e chama o galo. Hora decima: Apertio portarum; nam intrant orationes cuiusque entis viventis et adoratione facta exeunt. Qua hora quaecunque petierit gens nostra a Deo, datur ei gratia eius. Et strepit ala Seraphim cantantque galli.
ܫܥܬܐ ܕܚܕܥܤܪ ܚܕܘܬܐ ܒܟܠܗ ܐܪܥܐ ܕܤܠܩ ܫܡܫܐ ܡܢ ܦܪܕܝܤܗ ܕܐܠܗܐ ܚܝܐ ܥܠ ܒܪܝܬܗ ܘܕܢܚ ܥܠ ܟܠܗ ܐܪܥܐ A décima primeira hora. Alegria em toda a terra, pois levantou o sol do Paraíso do Deus vivo sobre a Sua Criação, e brilha sobre toda a terra. Hora undecima: Gaudium in universa terra sole ascendente e paradiso Dei vivi super creaturas et oriente super totam terram.
ܫܥܬܐ ܕܬܪܥܤܪ ܤܘܟܝܐ ܘܫܬܩܐ ܪܡܐ ܥܠ ܟܠܗܘܢ ܬܓܡܐ ܕܢܘܪܐ ܘܕܪܩܝܐ ܥܕ ܕܤܝܡܝܢ ܟܗܢܐ ܒܤܡܐ ܠܐܠܗܐ ܘܗܝܕܝܢ ܡܫܬܪܝܢ ܟܠܗܘܢ ܬܓܡܐ ܩܚܝܠܘܬܐ ܕܫܡܝܐ ܕܝܠܗ Expectativa e silêncio jazem sobre todas as ordens do fogo e dos espíritos, até que os sacerdotes coloquem o incenso para Deus; e então se dissolvem todas as ordens e os poderes que pertencem aos céus. Hora duodecima: Expectatio et silentium cadens super omnes ordines ignis et spiritus, donec sacerdotes incensum posuerint Deo; postea discedunt omnes ordines et exercitus caeli.

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